segunda-feira, 28 de maio de 2012

O que é a escola? Para que serve? A quem se destina?

A escola é um lugar de encontros, um pólo irradiador de cultura, constitui-se num lugar de transformação, buscando sempre promover mudanças. Ao assumir esse papel transformador ela permite que seus usuários tornem-se pessoas lúcidas, críticas e atuantes, ou seja, cidadãos plenos.  Ela está a serviço da vida, das pessoas e da sociedade, para tanto precisa ser dinâmica, estar “antenada” com o mundo e constantemente acompanhando suas mudanças.
Fica aqui um questionamento, será que a escola que temos atende realmente os anseios daqueles que a freqüentam? Será que ela está conseguindo cumprir a tarefa de dialogar com seus alunos? O que mudou? O que ainda precisa ser mudado?
Cabem a nós, futuros educadores, encontrar essas respostas e trabalhar incansavelmente a serviço de uma educação que venha contribuir com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Logo abaixo, postamos um vídeo com a música Estudo Errado, do Gabriel O Pensador. É um vídeo um tanto provocativo, mas é um convite para refletir sobre práticas pedagógicas inadequadas que encontramos em nossas escolas nos dias atuais. Vale a pena conferir!



                         Link do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=BD4MMZJWpYU

Para refletir...

Deficiente

Deficiente... é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Louco... é quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego... é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

Surdo... é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho .

Mudo... é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

Paralítico... é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético... é quem não consegue ser doce, sem sofrer por isso...

Anão... é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser "miserável", pois "Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

                                                                      Poesia de Mário Quintana

quarta-feira, 23 de maio de 2012

 
Link da poesia: http://www.pragentemiuda.org/2008/05/poesias-ilustradas-diversidade.html

terça-feira, 22 de maio de 2012



SER DIFERENTE É NORMAL

Nossas escolas ainda vivem situações de exclusão, embora tenham levantado à bandeira da inclusão.
Como amparo legal, temos a Constituição/88, a LDB/96 e a Convenção de Guatemala/99, onde asseguram o direito a educação, independente de raça, sexo, cor, idade ou deficiência. Mas é muito comum percebermos dificuldade em nossas escolas para oferecerem um ensino voltado para a inclusão.
Nossos professores de classes regulares resistem em adotar novas práticas e métodos de ensino, pois muitos preferem aplicar o conhecimento tradicional ao invés de inovar, encarar desafios e principalmente deixar o preconceito de lado.
Uma sala de aula homogênea já não cabe mais à nossa realidade porque vivemos em uma sociedade heterogênea, que exerce a democracia, com diversas culturas e valores diferentes. Seria contraditório esperarmos por salas de aula preenchidas por alunos sem identidade, todos iguais, já que vivemos em uma sociedade diversificada e globalizada.
Se o acesso à escola é direito de todo cidadão, temos que abolir os moldes do passado, evitar o conservadorismo e estimular as mudanças através de novas práticas pedagógicas.
Precisamos renovar nossos conceitos, conviver e respeitar o que é diferente. Em pleno século XXI, com a evolução da humanidade, ser diferente tem que ser visto como algo normal.
Nossos professores precisam urgentemente buscar capacitação e informação, para que possam formam seus alunos para a realidade atual. Através da formação continuada ele estará preparado para receber o aluno de inclusão em sala de aula, e terá condições de oferecer um ensino de qualidade e livre de preconceitos.
Para não sermos engolidos pelo monstro da exclusão, precisamos abrir nossas mentes e nossos olhos, precisamos buscar a renovação e colocá-la em prática, não podemos deixar para amanhã, temos que começar hoje.